Quando o café termina, ele a chama para o jardim.
— Vamos ver se a borboleta azul volta hoje?
— Siiiim! — ela responde com um sorriso que arranca uma parte de mim. — Eu vou procurar uma igual pra te mostrar!
Eles saem pela varanda de mãos dadas, e eu fico na porta, observando os dois. Ele anda devagar, com um leve desequilíbrio no pé esquerdo, quase imperceptível. Quase.
Mas eu vejo.
Porque agora, eu vejo tudo.
Fico ali parada, com as mãos ainda molhadas de lavar louça, e penso: como se prepara