Lúcia caminhou até a cama. Sílvio estava deitado, vestindo o uniforme de paciente. Seu corpo estava conectado a diversos aparelhos que emitiam sons intermitentes. Ele tinha os olhos fechados, o rosto coberto pelo respirador. As largas mangas do uniforme revelavam duas mãos magras, repousando sob o cobertor branco.
Ela puxou uma cadeira, colocou-a ao lado da cama e se sentou. Sílvio continuava imóvel, sem dar sinal de que despertaria. Um dia, Lúcia o odiara tanto que desejava vê-lo destruído. M