— E você ainda tem a cara de pau de dizer isso? Se não fosse por você, eu nunca teria ido trabalhar como faxineira no Grupo Baptista. Tudo isso é culpa sua! — Giovana protestou com um tom de falsa indignação, embora suas bochechas mostrassem um leve constrangimento.
Sílvio estendeu a mão e acariciou os longos cabelos dela, com uma expressão que misturava ironia e leveza:
— A culpa é minha?
— E de quem mais seria? — Giovana respondeu, manhosa, cruzando os braços e fazendo beicinho. — Por isso, Sí