Na maca, havia alguém deitado. Todo o corpo estava coberto por um lençol branco, escondendo completamente o rosto e a identidade da pessoa.
Os dedos longos e ossudos de Sílvio se aproximaram, hesitantes, para puxar o lençol. Mas suas mãos tremiam incontrolavelmente. Ele não queria encarar o que estava debaixo do tecido.
Pelo contorno do corpo, pela silhueta inconfundível, parecia ser Lúcia. Mas ele ainda se agarrava à ilusão, à esperança de que fosse outra pessoa. Não podia ser ela. Era impossív