Lúcia sempre amou as cerejeiras brancas, que floresciam em cachos. Nos anos anteriores, nessa época, essas árvores já estariam cobertas de flores. Mas, naquele ano, as flores ainda não haviam desabrochado.
Tudo naquele ano parecia fora do lugar, cheio de estranheza e tristeza.
Sílvio pensava que, uma vez curada, levaria Lúcia para morar em algum lugar cercado por cerejeiras. Longe de tudo, longe do caos.
Ele não queria mais trabalhar dia e noite, nem se afundar em ódio e vingança. Esse sentiment