Embora a energia tivesse sido cortada, o quarto não estava tão escuro quanto Giovana imaginava. A luz da lua, clara como a água, entrava inclinada pelas frestas da janela, iluminando o ambiente com sua suavidade. As cortinas balançavam levemente com o sopro da brisa, criando sombras irregulares pelo chão.
Giovana, com o rosto escondido sob uma máscara que só deixava seus olhos à mostra, entrou no quarto. Abelardo estava de olhos fechados, claramente adormecido. Ela vestia luvas e caminhava lenta