A noite havia caído pesada sobre a fazenda. O silêncio tomava conta da casa grande, quebrado apenas pelo som distante dos insetos e do vento passando pelas árvores.
Ofélia estava deitada, mas não dormia.
Havia dias que algo não se encaixava.
Olhares.
Ausências.
Silêncios.
Ela virou levemente o rosto quando percebeu o movimento ao lado.
Santiago se levantava devagar, tentando não fazer barulho.
Vestiu a camisa com cuidado, pegou as botas nas mãos.
Ofélia manteve os olhos semicerrados.
Observando