O sol já começava a descer no horizonte quando Afonso permanecia sentado à beira da lagoa.
O cavalo pastava alguns metros atrás dele, livre.
Mas Afonso não conseguia sentir liberdade alguma.
Pela primeira vez em muitos anos, sentia-se completamente perdido.
As águas tranquilas refletiam o céu dourado, mas dentro dele existia apenas tempestade.
Gabriel.
Meu filho.
Aquelas palavras não saíam de sua cabeça.
Meu filho.
Sete anos.
Sete anos de vida.
Sete anos de sorrisos.
De tombos.
De aprendizados.