Rogério parou diante de mim com um sorriso que não alcançava os olhos.
Era o tipo de sorriso que não prometia carinho, mas posse.
— Vou sair um pouco — disse, ajeitando a camisa como se estivesse atrasado para o trabalho. — Volto logo.
Meu corpo inteiro enrijeceu.
Cada músculo respondeu antes da minha mente.
— Fica calma — continuou, em tom quase doce. — Descansa.
A noite vai ser especial.
Senti o estômago revirar.
— Você está doente — murmurei, mais para mim do que para ele.
Ele deu um passo à