Na semana seguinte, algo começou a rachar.
Não foi um evento específico. Foi o acúmulo. O atraso no trânsito. Um e-mail mal interpretado. Um copo quebrado na pia. Pequenas coisas que, juntas, começaram a pesar mais do que deveriam.
Na terça, a concentração falhou. Na quarta, o corpo respondeu com um cansaço extremo. Na quinta, o nó no peito já não era ignorável.
E, na sexta-feira daquela nova semana, Melissa chegou em casa, largou a bolsa no chão e sentou-se no sofá, sem forças para continuar