Elara deixou o prédio no fim da tarde sem anunciar saída. Não era descuido. Era cálculo. Quanto menos previsível fosse, menos útil se tornaria como peça de antecipação para quem observava.
O ar do estacionamento parecia mais pesado do que de costume. Não pelo clima, mas pela consciência recém-adquirida de que aquele espaço — como tantos outros — já não lhe pertencia inteiramente. Não em autoridade. Não em leitura.
Ela entrou no carro e ficou alguns segundos com as mãos no volante, sem ligar o