O silêncio entre eles não era ausência de palavras.
Era escolha.
Elara percebeu isso antes mesmo de entrar na sala. Não pelo que via, mas pelo que não acontecia. Nenhum som deslocado, nenhuma movimentação desnecessária. Tudo parecia contido demais — como se qualquer gesto pudesse acionar algo irreversível.
Ela fechou a porta com cuidado.
O clique ecoou mais do que deveria.
Kael estava encostado na mesa, braços cruzados, o peso distribuído de forma controlada. Leon permanecia sentado,