O silêncio após a decisão pública de Elara não foi pacífico. Foi um silêncio cheio de cálculo.
Os corredores da empresa pareciam mais estreitos naquela manhã. As conversas diminuíam quando ela passava. Olhares desviavam rápido demais — ou demoravam além do confortável. Nada era explícito, mas tudo era interpretável. E, agora, interpretação era poder.
Ela sentia isso no corpo. Nos ombros tensos. No maxilar travado. No cuidado milimétrico com cada palavra.
A decisão do capítulo anterior — estraté