BROOKE
Quando digo fica, não sei exatamente o que estou pedindo.
Não é para ele ficar comigo.
É para ele não ir embora de novo.
Fecho a porta com cuidado demais, como se qualquer barulho pudesse quebrar o equilíbrio frágil que se instalou entre nós. Connor está na sala, em pé, mãos nos bolsos, olhando ao redor como quem respeita um território sagrado.
Isso me irrita um pouco.
Ele sempre soube quando avançar. Aprendeu agora a recuar.
— Você quer água? — pergunto, porque preciso de algo banal para não enlouquecer.
— Aceito.
Entrego o copo. Nossos dedos quase se encostam. Quase ainda é seguro.
Sentamos em lados opostos do sofá. Ridículo. Dois adultos com histórico suficiente para escrever um manual de erros e estamos ali, parecendo um primeiro encontro mal ensaiado.
— Eu passei esse ano inteiro reaprendendo a dormir sozinha — confesso. — No começo parecia castigo. Depois virou escolha.
Connor me observa com atenção real. Não tenta consertar.
— Eu fiquei com medo de te ver — continuo. — M