O silêncio do apartamento era cortado apenas pelo som acelerado da respiração de Sophie. As cortinas cerradas impediam a entrada da luz de Paris, transformando a sala em uma caverna de sombras.
O celular vibrou sobre a mesa. Ela arregalou os olhos. Um número desconhecido brilhava na tela. Por um instante, pensou em não atender. Mas algo dentro dela — talvez medo, talvez instinto — a fez deslizar o dedo.
— Alô? — sua voz saiu baixa, quase trêmula.
Do outro lado, silêncio por alguns segundos… até