Siena Dal
Os dias que se seguiram à operação no armazém foram um sonho febril, uma bolha de paz suspensa no tempo. Vivemos no meu apartamento, um santuário isolado do mundo. As manhãs eram preguiçosas, cheias de café e beijos que tinham o gosto de um futuro promissor. As noites eram uma redescoberta contínua um do outro, uma exploração de corpos e almas que agora se pertenciam. A palavra "amor", dita na paixão daquele primeiro dia, não foi repetida, mas era a base de cada olhar, cada toque, cad