"Giovana"
Eu era uma casca vazia. Eu já tinha chorado tanto que parecia anestesiada, incapaz de sentir qualquer coisa além de frio e vazio. O terno preto impecável que a minha mãe separou para mim e o batom vermelho eram apenas um disfarce que evidenciavam a polidez do meu rosto. Eu tinha passado a madrugada sentada no chão da sala, encarando uma porta que nunca abria.
Eu não consegui tomar o café, não consegui comer nada, o meu estômago rejeitava qualquer coisa que não fosse a ânsia ácida da