Ariana desperta com uma fisgada latejante na cabeça. Passa da dez da manhã. A luz entra pelas frestas da cortina como facas finas demais para quem bebeu mais do que deveria.
Ela pisca várias vezes, tentando organizar as memórias da noite — flashes desconexos, música alta, risadas, o olhar intenso de Samuel, mãos fortes na sua cintura, palavras que ela… disse?
A voz dela sai rouca, quase um fio:
— Samuel?
Ele aparece na porta do quarto em segundos.
Calça ainda da noite anterior, sem camisa e os