Miguel
Quando Helena entra pela porta, algo no meu corpo finalmente desmorona.
O mundo parece andar em círculos ao meu redor. Minha visão falha, meus olhos ardem, e meus joelhos quase cedem quando tento levantar do sofá. As mãos tremem tanto que mal reconheço meus próprios dedos.
— He… lena… — minha voz sai trêmula, arranhada, quase infantil.
Dou dois passos na direção dela e tropeço no tapete. O chão ameaça me engolir, mas Helena se move rápido demais. Me segura pelos braços, firme, calorosa,