Helena
A manhã começa caótica. Estou revisando documentos quando ouço passos apressados no corredor, seguidos por um gemido curto, abafado. Quando abro a porta, encontro Bárbara encurvada, segurando a barriga com as duas mãos.
O rosto dela está pálido, os olhos arregalados de dor.
— Bárbara, o que houve?
Ela mal consegue falar.
— Dói… muito… meu… meu estômago…
A mão dela treme. O suor escorre pelas têmporas.
Algo no fundo da minha mente desperta, como uma lâmpada acendendo dentro de um quarto e