Capítulo trinta e dois

Miguel

O quarto do hospital é simples demais para alguém como eu. Muito branco, muito calmo, muito silencioso. Mas hoje isso não importa, porque Helena está sentada ao lado da minha cama, segurando um copo d’água para mim, inclinando-se com aquele olhar preocupado que sempre me pertenceu.

É impressionante como ela sabe ficar linda até mesmo quando está tensa.

Eu apoio a cabeça no travesseiro e deixo a voz sair fraca, quase um sussurro estudado.

— Helena… acho que estou tonto de novo.

Seu rosto se contrai de preocupação imediata.

— Quer mais água? Quer que eu chame a enfermeira?

Eu balanço a cabeça devagar, como se cada movimento fosse um sacrifício.

— Só… me ajuda. Me dá um pouco.

Ela pega o copo e aproxima da minha boca, sustentando minha nuca com a outra mão. Abro os lábios como se estivesse à beira da morte e deixo que ela me dê água na boca, como uma esposa dedicada e amorosa deve fazer.

Perfeito.

Helena foi feita para cuidar de mim.

As enfermeiras passam pelo corredor e trocam ol
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