Desirée
Helena entra.
Eu faço um café para nós.
– Não é tão bom quanto o da cafeteria, mas eu me esforcei.
– Está maravilhoso – ela diz apoiada no balcão.
Ela se aproxima, chega bem perto do meu rosto. Por um segundo achei que fosse me beijar. Mas ela passa o dedo na minha bochecha.
– Tinha tinta verde no seu rosto – diz Helena.
– Ah! Isso sempre acontece! Helena, queria te perguntar uma coisa. É pessoal, posso?
Ela acena com a cabeça que sim.
– Você tem alguém?
Ela arregala os olhos instantan