Os dias seguintes começaram a testar o acordo recém-nascido.
Não de forma explosiva, nem com grandes conflitos. O teste veio silencioso, nos detalhes pequenos que costumam passar despercebidos até virarem feridas. Daniel começou a ajustar a agenda para a primeira etapa da nova rotina. Reuniões antecipadas, horários estendidos, ligações longas demais. Júlia percebeu antes mesmo de sentir incômodo.
Não porque estivesse sendo deixada de lado.
Mas porque o equilíbrio ainda era frágil.
Naquela manhã, ela acordou sozinha. Daniel já tinha saído, deixando um bilhete simples sobre a mesa da cozinha.
Volto tarde. Te ligo.
Júlia leu sem raiva, mas sentiu algo apertar. Não era abandono. Era alerta. O mesmo padrão que, no passado, teria feito com que ela se encolhesse e aceitasse o pouco oferecido. Agora, ela respirou fundo e decidiu observar.
Passou o dia ocupada. Aula pela manhã, reunião à tarde, uma conversa longa com uma colega que também atravessava mudanças difíceis. Júlia percebeu que falav