Um burburinho estranho, como se o quarto estivesse cheio demais. Por um instante achei que ainda estivesse sonhando. Tentei abrir os olhos. Nada. Apenas vultos difusos.
Então me lembrei.
Ouvi a voz de Adam. E a da minha mãe.
Ele já sabe.
O que eu vou fazer agora?
Preciso agir rápido.
— Ela está acordando — disse minha mãe.
— Vou tirar a compressa — reconheci a voz da enfermeira.
Senti quando Adam segurou minha mão.
— Meu amor… como você está hoje?
Abri os olhos com a esperan