54. O Sorriso do Estranho
O dia estava bonito demais para ficar em casa.
O parque cheio, famílias espalhadas pelo gramado, corredores dividindo o espaço com carrinhos de bebê e bicicletas. Enquanto eu corria, Dona Aidê cuidava de Diego ali perto. Era o nosso pequeno ritual de normalidade.
Minha garrafa ficou vazia. Fui até a fonte.
Quase trombei com alguém.
— Ops, desculpa.
— Tudo bem. Pode encher primeiro.
— Não, eu faço questão.
Levantei o olhar.
Ele era bonito. Bonito demais para ser ignorado