Sentei no sofá da sala com o coração pesado, segurando uma caneca de chá que tia Marta havia feito para mim. Ela estava sentada na poltrona de frente, com aquele olhar acolhedor que só ela tinha. Ela era minha confidente, mas, dessa vez, parecia que nem as palavras queriam sair. Eu olhava para o chão, tentando organizar meus pensamentos, enquanto ela esperava pacientemente.
— Você está me preocupando, Raila. O que está acontecendo? — perguntou tia Marta, com a voz firme, mas carinhosa.
Respirei