Raila Salim
A casa estava quieta, a luz suave da tarde iluminava a sala e refletia nas paredes, ainda quentes do calor do dia. Olhei para Marcio, que estava sentado no sofá, com o rosto sereno, mas seus olhos brilhando como sempre. A minha tia Marta tinha acabado de nos oferecer o sítio para o casamento, e aquele gesto parecia ter nos envolvido em uma calmaria de gratidão e expectativas. Era como se, de repente, tudo estivesse se alinhando perfeitamente para nós.
— Você está bem? — ele pergunt