Nico Narrando
Quando vi o olhar do Alexander cravar na Martina daquele jeito, eu entendi na hora: tinha coisa errada. Conheço meu irmão desde sempre. Aquele não era um olhar de cansaço nem de irritação comum. Era desconfiança pura.
— Com licença, doutora — falei, educado, mas firme. — Qualquer coisa eu chamo a senhora.
Ela assentiu, pegou o tablet e saiu da sala com o salto ecoando no chão. Assim que a porta se fechou, fui até ela e girei a chave. Não por paranoia. Por instinto.
Voltei pra per