Narrado por Elena Volkov
O cais de Santa Lucia estava mergulhado em uma penumbra cinzenta. O carro de Marco Valente parou com um solavanco perto do antigo galpão de barcos. Meu coração parecia um pássaro batendo contra as costelas.
— Ele está lá — Marco disse, a voz tensa, apontando para uma silhueta encostada em um pilar de concreto.
Eu não esperei. Abri a porta e corri. Dante estava lá. Ele parecia ter saído diretamente do inferno: o terno estava rasgado, o rosto sujo de cinzas e sangue, e el