Narrado por Elena Volkov
Três meses haviam se passado desde a noite em Messina. O nome Moretti agora era pronunciado com um temor religioso em toda a Itália. Dante havia limpado o Conselho de qualquer oposição, e eu... eu não era mais a prisioneira. Eu era a mão direita dele.
Mas hoje, o peso da coroa parecia mais físico do que nunca.
Eu estava no banheiro da suíte, ajoelhada diante do vaso sanitário, sentindo meu estômago se revirar pela terceira vez naquela manhã. A porta se abriu com um estrondo — Dante nunca batia. Ele entrou, já vestido em seu terno cinza chumbo, mas parou no instante em que me viu pálida, segurando a borda do mármore.
— Elena? — Ele atravessou o quarto em dois passos, ajoelhando-se ao meu lado e puxando meu cabelo para trás com uma delicadeza que ele só reservava para mim. — Você está sangrando? Onde dói?
— É só enjoo, Dante. O médico disse que é normal — murmurei, tentando me levantar.
Ele me pegou no colo como se eu fosse feita de vidro soprado, se