Narrado por Elena Volkov
O Porto de Messina estava envolto em uma névoa espessa e salgada. O plano era simples: entrar, cercar o submarino e executar Viktor. Mas, na máfia, a simplicidade é uma ilusão.
Ouvimos o estalo seco de um franco-atirador. O mundo desacelerou. Dante, sempre tentando me proteger, me empurrou para trás de um contêiner de aço, mas ao fazer isso, ele ficou exposto. Uma granada de gás paralisante detonou aos seus pés.
— DANTE! — gritei, mas a névoa química o engoliu.
Tentei avançar, mas uma chuva de balas me forçou a recuar. Pelo visor térmico que eu carregava, vi quatro vultos arrastarem o corpo pesado de Dante para dentro de um armazém fortificado.
— Lorenzo... não, Lorenzo morreu — murmurei para mim mesma, sentindo o sangue ferver. — Eu sou a única que restou.
Eu não chamei os reforços pelo rádio. Eles demorariam dez minutos. Dante não tinha dez minutos. Viktor queria torturá-lo, queria que ele pagasse pelo sangue dos Moretti.
Tirei o casaco pesado, ficando apena