Meu maxilar travou com tanta força que senti a pressão na têmpora.
Mantive meus olhos fixos à nossa frente, sem permitir que uma única linha do meu rosto denunciasse o turbilhão que aquela frase causou.
Me lembrava de cada milímetro do corpo dela, do sabor da sua boca e do desespero com que ela se entregou a mim em Londres.
Mas ela não podia saber.
— Tenho boa memória visual, senhora Fonseca. Minha mente apenas registra rostos para cruzamento de dados de risco — respondi, com a voz mais gél