Acordei com a cabeça latejando, não só pela bebida, mas pela sensação sufocante de que eu tinha feito merda. Uma merda enorme.
Demorei alguns segundos pra entender onde estava. O teto escuro, cheiro de perfume doce misturado com vinho. A luz vermelha ainda acesa, fraca. E então eu virei o rosto.
Sophia estava nua ao meu lado, dormindo de bruços, com a respiração lenta, tranquila, como se nada tivesse acontecido. Como se a noite não tivesse sido um erro absurdo.
Fechei os olhos com força.
Droga.