Eu mal tinha saído do carro quando ela se jogou contra mim.
O impacto foi forte, quase me desequilibrando, mas minhas mãos a encontraram instantaneamente, envolvendo-a, fechando-se em volta do seu corpo trêmulo como uma fortaleza.
Ela enterrou o rosto no meu pescoço, seus braços se apertando com uma força desesperada nas minhas costas.
— Rafael… meu Deus… — meu nome saía dela num sussurro choroso, entrecortado por soluços.
— Eu tô aqui — murmurei contra o seu cabelo, apertando-a mais forte ainda. — Tô aqui, amor.
Ela se afastou o suficiente para olhar para o meu rosto, suas mãos subindo para tocar minhas bochechas, meu queixo, como se precisasse se certificar de que eu era real.
Seus olhos escaneavam meu corpo, pousando nas manchas escuras no meu casaco que não eram sujeira, no corte raso na minha têmpora onde um estilhaço de vidro tinha me acertado e minha postura ligeiramente curvada de quem ainda sentia cada golpe e tensão.
— Você tá todo… você tá machucado? O que aconteceu? Tod