O retorno para o galpão foi o puro silêncio. A sensação de ter voltado e visto Ciro, depois de tudo o que aconteceu, ainda me deixava ansioso…
O carro parou na parte de trás do prédio industrial abandonado que estávamos usando.
Descer foi mais difícil, minha perna agora latejava com uma dor surda e constante, como se protestasse contra cada esforço extra. O que só me deixava mais irritado.
Quando entrei na sala principal, o ambiente era tenso e sombrio. Raul estava ali, e seus olhos se encontraram com os meus imediatamente.
Ele leu a resposta no meu rosto antes que eu dissesse qualquer coisa.
— Conseguiu? — perguntou baixo.
— Consegui. — Minha voz saiu rouca. — Ciro vai fazer o serviço. Até as dez da manhã. Preciso da metade em bitcoin na conta dele em uma hora.
Raul apenas assentiu, pegando um laptop.
— Eu resolvo.
Meus olhos se desviaram para a porta do quarto ao fundo, onde havíamos deixado Marilene.
Estava entreaberta.
— E ela?
Raul fez uma expressão de leve incômodo.
— A Su