O carro parou na borda do que mal podia ser chamado de rua. Era um beco estreito, entupido de lixo e desespero.
A luz do dia não chegava direito aqui.
O fedor era o primeiro golpe, uma mistura nauseante de mijo, lixo apodrecido e, por baixo de tudo, o cheiro químico e doce de crack sendo queimado em algum canto escuro.
— Espera aqui — eu disse para o segurança do Alessandro, um cara grande e quieto. — Se eu não sair em quinze minutos, você entra. Mas só se não ouvir nada.
Ele assentiu, sua mão já descansando sob o paletó, perto da arma.
Respirei fundo, tentando preparar meus pulmões para o ar podre, e entrei no beco.
A muleta era um estorvo, arrastando no chão úmido e desigual. O cheiro piorou, e eu tive que cobrir o nariz com a manga da jaqueta, tossindo baixo.
O fedor de droga era tão espesso que parecia grudar na garganta.
Parei em frente a uma porta de madeira podre, com a pintura descascada há décadas.
Era aqui, um lugar que eu conhecia, e que visitava nos meus piores pesade