(Visão de Lorena)
O dia seguinte amanheceu com um peso de chumbo.
Eu não tinha dormido e cada barulho no apartamento, cada passo daquela bruxa da minha sogra no corredor, me fazia saltar da cama.
Minha mente era uma roda-gigante de perguntas sem resposta: Onde está a Joyce? O que fizeram com ela? Por que o Rafael não responde? Será que… não, não podia pensar nisso.
A necessidade de fazer algo, qualquer coisa, formigava debaixo da minha pele. Eu precisava de informações.
Precisava saber se Eduardo estava trabalhando na operação, se havia alguma esperança.
Cheguei na sala, encontrando Thales estava em casa, fingindo normalidade, trabalhando no notebook como se fosse a coisa mais normal do mundo… Isso era sufocante.
Foi então que vi a sacola de lixo cheia. Uma desculpa, a única forma de sair daquele apartamento por dois minutos sem levantar suspeitas.
— Vou descer com o lixo — anunciei, minha voz soando anormalmente alta no silêncio tenso.
Thales levantou os olhos do laptop, com um o