— Conte! — desafiei, e um sorriso sem humor esticou meus lábios.
Era assustador, mas também libertador. Baixei meu tom para que só ela pudesse ouvir.
— Conte pra ele que você não aguenta mais o serviço sujo dele. Que a pessoa que ele sequestrou tá sendo torturada em algum lugar, e você aqui, lavando xícara e julgando meu pão de forma. Conte tudo. Acho que ele vai adorar saber que a mamãezinha tá com nojinho.
O seu rosto perdeu a cor. Ela não sabia dos detalhes, mas sabia o suficiente. Sabia q