(Visão de Lorena)
O silêncio do quarto estava me deixando completamente louca. Estava sentada na cama, fingindo ler um livro que não via, quando a tranquilidade foi quebrada de forma violenta.
A porta tremeu sob os socos. Não eram batidas e sim, golpes. Meu corpo inteiro congelou, e um arrepio mortal percorreu minha espinha.
Só uma pessoa batia daquela forma.
— Lorena! Abra essa porra de porta! Agora! — a voz de Thales era um rosnado do outro lado, cheia de uma raiva que eu conseguia sentir através da madeira.
Meu coração disparou, batendo contra as costelas como um pássaro enjaulado.
— O que você quer, Thales? — gritei, tentando soar firme, mas minha voz trincou no meio.
— ABRE! — ele rugiu, e outro golpe fez a maçaneta tremer.
Com as mãos trêmulas e um desespero frio no estômago, me levantei. Sabia que se eu não abrisse, ele arrombava. E seria pior. Respirei fundo e destravei a porta.
Mal a abri um centímetro, ele a empurrou com força brutal, arrombando-a contra a parede.
Em dois