Acordei com o celular vibrando sobre o criado-mudo. Mensagens de Patrícia, de outras mulheres e de trabalho.
Olhei a tela sem pressa, indiferente. Não respondi. Não tinha vontade. Desliguei o aparelho e me sentei na beirada da cama por um instante, passando a mão pelo rosto antes de levantar.
Precisava de um banho gelado.
A água cortou a pele assim que entrei, provocando um arrepio seco, quase agressivo — o tipo de choque que costumava me colocar de volta no eixo. Mas, daquela vez, não fu