O escritório estava silencioso demais para o horário. A cidade seguia viva lá fora, mas ali dentro tudo parecia suspenso: o ar-condicionado constante, o brilho frio do vidro, o peso organizado da rotina. Eu estava sentado à mesa, paletó pendurado na cadeira, mangas da camisa dobradas, revisando alguns relatórios.
Meu celular vibrou perto da mão direita.
Não precisei olhar para saber quem era, mas olhei mesmo assim.
Patrícia:
Foi ótima a noite de ontem.
Inclinei levemente a cabeça para trás na c