Celeste Moreau
A escuridão da câmara parecia mais densa do que antes, como se o ar estivesse impregnado com a energia de algo antigo e poderoso. Meus sentidos estavam em alerta, meu coração batia tão rápido que eu podia ouvi-lo nos ouvidos. Havia uma força no ar, algo primitivo e avassalador, que nos envolvia como uma sombra viva.
O caixão de obsidiana jazia imóvel sobre o altar de ossos, sua superfície negra reluzindo com uma luz fantasmagórica. Por um instante, um silêncio sepulcral dominou o