DOMINIC THORNE
O relógio digital na parede de vidro da sala de guerra marcava duas e quinze da manhã em Nova York. A cidade que nunca dorme estava mergulhada em um silêncio raro e chuvoso do lado de fora das janelas do octogésimo andar da sede da Thorne Industries, mas dentro daquela sala restrita e à prova de som, a guerra estava apenas começando.
Eu estava de pé na cabeceira da imensa mesa de reuniões, sem o paletó, com as mangas da minha camisa social dobradas até os cotovelos. A luz fria