JESSICA MAYES
Eu estava deitada na cama, enrolada nos lençóis, sentindo o calor do corpo de Arthur ao meu lado. Ele ainda dormia profundamente, a respiração pesada e ritmada de um homem mais velho que acreditava ter a vida perfeita.
Mas a perfeição era apenas uma ilusão muito bem construída. E eu era a arquiteta.
Virei o rosto no travesseiro para observá-lo. Arthur era um homem de negócios, mas na intimidade do nosso quarto, ele era um fantoche. Cego pela paixão, pela minha juventude e pela