Ele ficou esperando que eu tivesse coragem, mas acabou por arriscar um palpite.
— Ele te ameaçou, é isso? Você está se sentindo pressionada, coagida nesta casa?
Eu ainda abri a boca, mas não deu.
— Melhor deixá-lo de fora desta história, Arthur.
— Por que, Juliette?
Eu mordi os lábios, nervosamente, e passei a ponta dos dedos no canto dos olhos para impedir que as lágrimas pudessem escorrer pelo meu rosto.
— Eu a quero tanto, Juliette! Me dói muito vê-la desse jeito.