Naquele dia, Martina procurou agir rápido. Assim que Magno saiu de casa, ela foi procurar Eduardo Maldonado no seu escritório.
O homem a examinou enquanto ela entrava em sua sala.
— Não devia recebê-la mais aqui, você bem sabe. Espero que tenha um motivo lógico para vir me procurar.
Martina caminhou até a mesa de Eduardo, usando o seu velho poder de sedução, disfarçado na pele de uma pobre moça desesperada.
— Eu gostaria de não precisar ter que procurá-lo, Eduardo. Você não merece o que eu tenho a lhe dizer. Terminou comigo sem ouvir o meu lado da história.
Eduardo alterou-se, instantaneamente.
— Eu vi você com intimidades com o senhor Spinelli. Eu vi com os meus olhos, Martina!
A mulher percebeu que havia mágoa na voz de Eduardo. Ela procurava pensar somente que ele, por amá-la tanto, ficaria feliz com a notícia de ser pai.
Ele esperou que ela se aproximasse, e arrastou a cadeira para trás, deixando que a mesma sentasse no seu colo, como costumava fazer nos tempos e