Eduardo abriu a porta e Magno levantou-se rapidamente, surpreso e sorrindo. Não demorou para que percebesse a presença de Martina.
— Entre, senhor Spinelli! A que devo a hora da sua presença aqui em meu escritório?
Magno percebeu naquele instante, que pelo tom de voz de Eduardo, Martina fora mais rápida que ele.
Por um instante, reinou o silêncio e Eduardo se esforçou para manter o sorriso amigável nos lábios.
— Entre, senhor, por favor!— ele falou abrindo passagem.
Martina se mantinha discretamente na sombra de Eduardo. Segurava sua mão como uma criança assustada.
Magno passou pelo casal, caminhando confuso até encontrar uma poltrona, onde sentou-se frente a grande mesa de vidro.
Eduardo fechou a porta e deu a volta para sentar, trazendo Martina consigo. A mulher encostou nele olhando para Magno com os olhos suplicantes.
— Eu resolvi vir fazer-lhe uma visita sem qualquer pretensão, senhor Maldonado.
Martina respirou fundo, impaciente,