O silêncio dentro do carro era enganoso.
Não porque estivesse vazio, mas porque estava carregado demais. Denso. Elétrico. Camila estava ao meu lado no banco de trás, o vestido ainda marcado pelo calor da festa, os cabelos levemente bagunçados, os olhos brilhando daquele jeito que só aparecem quando algo importante está prestes a acontecer — ou já aconteceu e ainda não foi digerido.
O motorista mantinha o olhar fixo na estrada, profissional demais para existir, invisível o suficiente para nos da