CAMILA
Acordei com a sensação incômoda de ter ultrapassado um limite invisível. Não havia culpa propriamente dita. Era algo mais sutil, mais traiçoeiro. A consciência de que, mesmo sem regras claras, eu tinha atravessado uma fronteira que antes parecia intransponível.
Não foi o choro de Vicente que me despertou dessa vez, nem o barulho distante dos carros começando a ocupar as ruas. Foi o silêncio. Um silêncio diferente, cheio demais para ser ignorado. O lençol era macio demais. O colchão firm