Encosto a testa no vidro gelado da janela do escritório e observo a cidade lá embaixo, viva demais para alguém que se sente tão à beira do colapso quanto eu. Os prédios se iluminam aos poucos, um após o outro, como se nada tivesse mudado. Como se o mundo não tivesse virado do avesso dentro de mim nos últimos dias.
A descoberta ainda pulsa na minha cabeça, insistente. Não importa quantas reuniões eu enfrente, quantos relatórios eu assine ou quantas decisões eu tome — ela está ali, escondida atrá